INTRODUÇÃO
O
objetivo dessa matéria é alertar um contingente
grande de pessoas, que sofrem de alterações
de comportamento em função do estresse,
da distimia e da depressão.
Vamos procurar no decorrer de nossa exposição
estabelecer comparação entre eles, abordando
as implicações e as conseqüências
relativas à perda da qualidade de vida.
Convém salientar que, não vamos nos aprofundar
no assunto por tratar-se de matéria médica,
caso os sintomas mencionados tenham correlação
com as atitudes de alguém que você convive
ou conhece, nossa matéria servirá de alerta
para a visita a um MÉDICO ESPECIALISTA NA ÁREA
para um diagnóstico preciso e o tratamento respectivo.
Estaremos nos fixando na apresentação
de dicas de alimentação, forma de viver
e remédios naturais, utilizados na prevenção
e eventuais cura, entretanto devem ser considerados
como coadjuvantes do tratamento oficial. Faremos a partir
de agora um breve relato do significado de cada um deles.
ESTRESSE
Em decorrência, do ritmo de vida acelerado atualmente
somos submetidos a esforço e tensão acima
dos limites normais. A doença ocorre quando as
situações estressantes são contínuas
e o organismo começa a sofrer com reações
químicas constantes e sucessivas, sem que haja
tempo para o descanso e repouso necessários,
para eliminação dessas substâncias
prejudiciais ao organismo.
Em função desse quadro, as pessoas são
conduzidas a crises emocionais, responsáveis
pela implantação do estresse. Podemos
citar dentre as inúmeras causas, três que
são básicas: a frustração,
o medo e o alto nível de exigência que
envolve a vida profissional, os negócios, e os
estudos. Ocasionando uma inversão de valores
do ter pelo ser, isso implica em doenças, mortes
e conseqüente perda da qualidade de vida e da felicidade,
felicidade essa que só obtemos seguindo ao criador
e não a criatura.
O estresse pode tomar diversas formas e contribuir para
sintomas de doenças variadas como: dores de cabeça,
insônia, resfriados, diarréia, irritabilidade,
desânimo, dificuldade de concentração,
comer demais ou não comer, mãos e pés
frios que transpiram mais que o normal, raiva, tristeza,
ficam mais sensíveis a problemas respiratórios,
a problemas estomacais, ansiedade, depressão,
problemas cardíacos, obesidade ou perda de peso,
hipertensão arterial, diabetes, diminui o apetite
sexual pela queda do nível de hormônios,
provoca dificuldades para engravidar, podendo ainda
desencadear distúrbios psíquicos como
síndrome de depressão e pânico.
DISTIMIA OU TRANSTORNO DISTÍMICO
O termo distimia tem sua origem na Grécia Antiga
faz parte do conceito de melancolia que significa
mau humor, atinge hoje no mundo cerca de 180
milhões de pessoas. Manifesta-se na maioria das
vezes em jovens abaixo dos 25 anos, em sua maioria solteira,
sua incidência é duas vezes maior nas mulheres,
mas pode acometer também crianças e adolescentes.
Trata-se de uma forma crônica e incapacitante
de depressão, provoca alterações
do humor e transtorno de personalidade como veremos
a seguir, levando o ser humano a uma sensível
redução da qualidade de vida, a ausência
de tratamento pelo desconhecimento da doença
aumenta os riscos de um transtorno depressivo maior.
A doença não deve ser subestimada, pois
o portador corre um risco 30% maior de desenvolver quadros
depressivos graves.
Sintomas: Os distímicos são
críticos ao extremo só enxergam o lado
negativo das pessoas, das coisas e do mundo, em geral
são sarcásticos, rabugentos, exigentes,
queixosos e emburrados vivem com fisionomia carrancuda,
de constante mau humor são de difícil
relacionamento.
Apesar do transtorno conseguem manter um relacionamento
social relativamente estável, mas essa estabilidade
é relativa. Muitas vezes essas pessoas são
conhecidas na convivência do dia a dia, por dar
shows de mau humor, falar alto e com agressividade,
ofender as pessoas, provocando até medo pelas
reações grosseiras.
Está confirmado que essa doença tem sido
causa de inúmeras mortes no meio da população,
múltiplos fatores contribuem para o aparecimento
como: hereditariedade, predisposição,
temperamento, forma de viver, convivência familiar
entre outros fatores.
A distimia é de difícil constatação
para leigos, por se manifestar na adolescência
ou no inicio da idade adulta, sendo facilmente confundida
com o jeito de ser da pessoa. Em crianças
muitas vezes manifesta-se por irritabilidade e mau humor,
já em adolescentes observa-se a tendência
de viver isolado, são rebeldes, irritadiços,
abusam de álcool, cigarro e outras drogas acreditando
que esses meios podem acalma-los. Tendem a colocar sempre
a culpa dos problemas causados nas outras pessoas, e
no geral são de pouca conversa. As pessoas aprendem
a viver irritadas acreditam que se trata de um traço
de sua personalidade e que os problemas são imutáveis,
não costumam procurar ajuda a não ser
quando a doença evolui para um quadro depressivo
grave.
Se você
conhece ou convive com alguém assim abra os olhos
da pessoa, mesmo que tenha dificuldades para isso, ela
normalmente não aceita estar doente, não
desista, insista, persista até conduzi-la a um
médico especialista. Deverá ser tratada
com medicamentos antidepressivos, associados à
terapia, e poderá ser auxiliada por uma mudança
de hábitos de vida e uma alimentação
natural balanceada. Mais adiante iremos fornecer dicas
de tratamento natural.
DEPRESSÃO
Depressão significa tristeza
trata-se de alteração marcante no estado
emocional e no animo da pessoa, exemplificando de maneira
simples podemos entender que, nosso cérebro é
formado de células chamadas neurônios que
se comunicam através de moléculas chamadas
neurotransmissores, os quais não estão
funcionando como deveriam, levando a pessoa a distúrbios
físicos, emocionais e mentais devido
a um estado de profunda tristeza. A depressão
acomete pessoas em qualquer faixa etária, porém
é duas vezes mais comum nas mulheres e idosos.
Pesquisas revelam que 72% das pessoas com transtorno
depressivo demoram em média onze meses para buscar
ajuda e apoio profissional, por não acreditarem
que dores de cabeça, dor nas costas, distúrbios
gastrointestinais e várias outras dores sejam
sintomas depressivos, pesquisas médicas mostram
que quanto mais tempo demoram em serem tratadas as chances
de recuperação total diminuem. Existem
ainda as pessoas que são suscetíveis de
depressão sazonal ,que entram em crise quando
há mudança de tempo.
Sintomas: Os sintomas são variados,
chegam a confundir até profissionais de saúde,
no entanto alguns são mais evidentes como: falta
de energia cansaço exagerado mesmo com
pouco esforço físico, tristeza
persistente choram por qualquer coisa ou não
choram por nada, é uma doença de extremos,
provoca ansiedade ou sensação de vazio,
sentimento de culpa, inutilidade ou desamparo, perda
de interesse pela vida, ou prazeres, insônia,
despertar matinal precoce, sonolência excessiva,
perda ou excesso de apetite ou peso, idéias de
morte ou suicídio, inquietação,
irritabilidade, dificuldades para concentrar-se nos
estudos e no trabalho, incapacidade de decidir, sintomas
físicos persistentes sem diagnóstico,
transformam coisas corriqueiras do dia a dia em problemas
sérios por nada. Depressão é uma
doença de corpo inteiro não só
do cérebro, a pessoa se sente pesada, lenta,
ou com agitação improdutiva, com dores
no corpo, dores de cabeça, fibromialgia, alteração
do ritmo intestinal, da digestão, alteração
da pele, cabelos, unhas, alterações do
sono, baixa a resistência a infecções,
aumenta a chance de infarto, derrame e diabetes etc.
Causas da depressão:
Predisposição genética, depressões
anteriores, personalidade perfeccionista, detalhista,
distimia, situações difícies, desgastantes,
frustrantes, perda de pessoa querida, de dinheiro, de
posição profissional ou social, aposentadoria,
gravidez, parto, menopausa, síndrome do pânico,
apnéia obstrutiva do sono, dores crônicas,
fibromialgia etc.
Tratamento:
É feito por médico especialista pode ser
tratada com remédios antidepressivos que não
são calmantes nem estimulantes, não
causam dependência física nem psíquica,
eles agem na correção do metabolismo dos
neurotransmissores. Além da medicação
o tratamento deve ser acompanhado de terapia para surtir
melhores efeitos, para que se possa observar os efeitos
positivos do tratamento o período varia de duas
a seis semanas.
CONCLUSÃO
Pudemos
perceber pelos três estudos apresentados, que
se tratam de situações preocupantes e
que devem ser levadas a sério
e tratadas o mais rápido possível. Observamos
ainda que, o estresse mesmo sem ser considerado uma
doença, se não for tomado providências
pode desencadear uma série de doenças
graves e levar a depressão. Já os distímicos
apresentam uma depressão suave, porém
crônica que pode desencadear também inúmeras
doenças graves, inclusive mortes prematuras,
e finalmente a depressão a mais complicada e
que deve ser tratada já nas primeiras fases para
que haja possibilidade de uma cura completa.
Complementando
esse trabalho, queremos apresentar nossas dicas
de tratamentos naturais, mudança de estilo
e qualidade de vida, aliados a mudanças
de hábitos alimentares. Favor clicar no
link a seguir e serão conduzidas
à nossa seção de DICAS E
SUGESTÕES. |
Bibliografia:
Folha Equilíbrio – Jornal Folha de São
Paulo
Matéria Globo Repórter –2004-
Livro: Vida Longa de João Vaz Jr.
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