Origem
Infelizmente nos dias atuais o mel
como alimento caiu praticamente em
desuso em função da utilização
do açúcar refinado de cana, sua
utilização restringe-se a condição
de medicamento natural. Antes do surgimento do açúcar
da cana e da beterraba, fazia-se uso abundante do mel
como alimento de primeira grandeza que contribuía
para uma vida mais saudável
com maior longevidade. Essa mudança
trouxe malefícios a humanidade, pois o mel é
superior em propriedades alimentares e terapêuticas
ao açúcar branco refinado. A introdução
da abelha do mel no Brasil ocorreu em 1839 no Rio de
Janeiro, trazidas de Portugal pelos padres católicos.
O mel é extraído do néctar das
flores que fica situado na base interna das plantas,
formado por água, acúcares e outras substancias
em menor proporção como: aminoácidos,
minerais, vitaminas, enzimas, óleos aromáticos
etc.
O mel é uma substancia viscosa, aromática
e açucarada, cujas propriedades medicinais estão
relacionadas com o néctar que a originou e também
com o tipo de abelha que o produziu. No Brasil existem
inúmeras espécies de abelhas sem ferrão,
são mais fáceis de manusear por não
exigirem equipamentos especiais de proteção
contra picadas e podem ser criadas próximas a
zonas residenciais, as mais comuns são: a irai,
a marmelada, uruçu e a jataí por serem
de fácil manejo.
Como o mel é um produto que somente especialistas
podem caracteriza-lo como puro é importante comprar
o mel de empresas certificadas ou de pessoas produtoras
idôneas, por ser muito comum mel adulterado e
de baixa qualidade.
Características
básicas do mel
O
mel não estraga, pode ser consumido
sem prazo de validade, quando for envasado em vidros
ou plásticos, o ideal é consumir em até
dois anos, pois, ele altera a cor e o paladar. Os nutrientes
do mel são as proteínas, vitaminas e sais
minerais, basicamente os mesmos para qualquer tipo de
florada, podendo alterar o aroma, a viscosidade, o sabor,
e a granulação. Observar que o
mel puro açucara porque a frutose e
a glicose se separam, para voltar ao aspecto normal
basta aquece-lo em banho maria, quanto mais escuro o
mel maior o teor de sais minerais, a escolha fica por
sua conta em função do sabor que mais
lhe agradar.
Propriedades terapêuticas
e medicinais
O mel tem ação anti-séptica,
bactericida, fungicida, cicatrizante, antianêmica,
digestiva, laxativa e diurética. É indicado
para uma variedade enorme de doenças preventivas
e regenerativas como: doenças coronárias,
doenças respiratórias, tratamentos de
úlceras, picadas de insetos, artrite, calvície,
infecção dos rins, dor de dentes, colesterol,
resfriados, velhice, obesidade, dor de garganta, enurese
infantil, tosse, prisão de ventre, sinusite,
tonifica o cérebro, feridas, contusões,
abscessos, purifica o sangue, expectorante, laringite,
fígado, perturbações intestinais,
fraqueza geral, doenças infecciosas, seu uso
relaxa e propicia um sono tranqüilo, intoxicação
alimentar, diarréias, furúnculos, tumores,
queimaduras, frieiras, rachaduras, dores ciáticas,
conjuntivite, digestão lenta, catarro, afta,
boca, bronquite, asma e rouquidão, nariz entupido,
anemia, câimbras, pedras na bexiga e nos rins,
sinusite, da força e recupera as energias, alimento
valioso para crianças na primeira infância
após os três anos de idade
Botulismo infantil e o uso do
mel
Falamos de uma doença que acomete bebes e crianças
com menos de um ano de idade, podendo até
matar, alguns especialistas são mais
conservadores e só recomendam o uso do mel a
partir dos três anos de idade, pois entendem que
antes disso o organismo não possui os anticorpos
necessários para eliminar as toxinas, provocadas
pela contaminação de alimentos com a bactéria
“clostridiun botuliniun”, pode ocorrer com
outros alimentos, mas foi cientificamente comprovada
que em 1/3 dos casos ocorridos no mundo foram devidos
a ingestão do mel. Como se trata de uma bactéria
resistente a temperaturas inferiores a 100 graus, e
o mel não podendo ser aquecido a esse nível
por perder suas propriedades benéficas,
torna-se um produto contra-indicado nessa faixa etária.
Maneiras de utilização
A recomendação por especialistas
é a sua utilização diária
em substituição do açúcar
em chás, frutas, vitaminas, e outros. Além
desse uso natural, ingerir também uma colher
de sopa por dia. O mel pode também ser usado
através de misturas com a canela, com a ”aloevera”
(babosa), com a farinha de trigo, com o leite, em forma
de emplastros, chás, compressas,..., não
se esquecer da exceção comentada no tópico
anterior, não é indicado também
a diabéticos.
Fontes
de consulta: A. Balbachi – livro
Matéria do Jornal Correio Popular – Revista
Metrópole
Site da Unesp / site da Embrapa/ mel flor da mata